REDE COLABORATIVA

"REDE COLABORATIVA" E hoje, vamos falar sobre a cultura da colaboração, do compartilhamento. Estamos construindo a REDE COLABORATIVA DE PRODUÇÃO CULTURAL e a cultura da colaboração precisa ser conhecida. Este “setor” ou “seguimento” da economia já tem uma taxa de crescimento anual em torno de 25%, segundo a MIT Sloan*. Eles dizem que podem chegar a movimentar US$ 110 bilhões anuais nos próximos anos. A revista TIME  disse que o os mercados colaborativos são “uma das 10 idéias que vão mudar o mundo.”

Com uma cultura, posicionamento e ações colaborativas, você pode doar, emprestar, partilhar, colaborar, trocar, alugar etc. Tudo sem a necessidade de acumular. Encurtando caminhos, economizando, tornando a vida mais sustentável, viabilizando boas idéias.

"rede colaborativa"Modernidades como Crowdfunding (financiamento coletivo), coworking (compartilhamento de espaço de trabalho), crowdsourcing (produção que utiliza conhecimento coletivo), carpooling (carona solidária), carsharing (aluguel de carros por algumas horas), a troca de serviços ou produtos e tantos outros, são ações dentro desse novo mundo da economia, a CULTURA E O PENSAMENTO COLABORATIVO. E o colaborativo se faz com pessoas engajadas em tornar o mundo um lugar melhor.

Hoje já é possível usar uma rede Wi-fi gratuita, com mais de 8 milhões de pontos em todo o mundo, a partir da liberação de sua própria rede de internet no Fon.com. É  possível alugar uma bicicleta ou usar gratuitamente em todo o mundo, onde já existe mais de 500 mil bicicletas compartilhadas. Trocar livros que já leu por outros que ainda não leu. Serviços como o Spotfy.com já são realidade e já tem muitos “concorrentes”. Serviços como o Impact Hub em São Paulo vão além do compartilhamento de espaço e oferecem serviços colaborativos onde se paga muito menos por muito mais.

Esse pensamento tem muito do cooperativismo, movimento iniciado em 1844, pelos pioneiros de Rochdale na Inglaterra. A Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale  foi uma cooperativa de consumo. Esta foi a base para a construção do movimento cooperativo que hoje, com mais de 150 anos, está em todo o mundo e emprega e beneficia mais de 8 bilhões de pessoas.

Até mesmo os mercados mais formais, as empresas varejistas estão começando a estudar como o consumo colaborativo, como esse novo pensamento pode ser aproveitado para suas ações.


Rachel Botsman
,  pesquisadora e consultora que fala sobre o poder da colaboração e compartilhamento através de tecnologias de rede e como ele vai transformar o negócio, o consumo e o mundo em que vivemos – escreveu o livro “O que é meu é seu” ou “The Rise of Consumo Colaborativo”.  Desde 2012 já temos a publicação em português e aconselho a leitura.

Rachel, a Time, as principais universidades e pesquisadores do assunto concordam com uma premissa: A regra básica para estas ações é a reputação dos pares. Mas sobre reputação, confiança e brasileiros vamos falar na próxima semana.

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* A MIT Sloan School of Management é uma das cinco faculdades do Massachusetts Institute of Technology, localizado em Cambridge, no estado norte-americano de Massachussets.

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