PINTEREST, FERRAMENTA DE TRABALHO E IDEIAS

Se você trabalha com projetos, eventos, economia criativa, cultura, turismo, terceiro setor e outras áreas de criação e não está no Pinterest eu tenho informações que podem te fazer mudar de ideia. Pensando nisso que criei esta matéria.

O PINTREST ainda está sendo descoberto por muitas pessoas. Achar um look para o dia a dia, achar uma ideia para reformar a casa, fazer algo criativo e até poses para fotos podem ser encontrados.

Não é uma rede social só pra postar fotos. É uma rede social com imagens que encantam pessoas e que podem integrar e aproximar quem tem focos parecidos. Atualmente é muito usada por fotógrafos, designers, artistas, blogueiros.

A rede é de mão dupla, você publica conteúdo , mas tem acesso a um grande número de conteúdos de todos os tipos e em todas as línguas. No Brasil ainda é pouco usado mas pelo mundo afora já tem pessoas viciadas nesta ferramenta.

O número de profissionais que tem usado a rede para negócios e assim ampliar as possibilidades de novos públicos está crescendo. Mas diferente de outras redes sociais o Pinterest não aceita hashtags. Melhor é criar um texto para conseguir maior visibilidade e indexação no Google. Continuar lendo

COOPERATIVISMO NA ÁREA CULTURAL

cooperativismoCooperativismo na área cultural é um assunto com o qual já trabalhei e gosto bastante. Redescobri esse texto do Giorgio Rocha e acho que vale uma nova publicação e lida para quem quer saber mais sobre este assunto.

Cooperativismo cultural alavanca o crescimento da economia criativa no Brasil – Por Giorgio Rocha Continuar lendo

ECOOA – CURSOS ONLINE JÁ É REALIDADE

ECOOAECOOA Cursos, tudo online e agora já uma realidade para quem trabalha com cultura, terceiro setor, turismo, marketing, educação, artes e outras áreas afins.

A ideia da Escola Cooperativa das Artes surgiu há muito tempo, em 2010. Antes da ideia se transformar em uma escola online ela era um projeto que idealizei dentro de cooperativa para ocupar um espaço físico que na época estava ocioso. A proposta era juntar a expertise de variados profissionais que iriam ministrar cursos no espaço. Além da ocupação, gerar conhecimento diverso em varias atividades das artes humanas. Minha ideia funcionou por pouco tempo mas como toda ideia ela sofreu suas dificuldades e foi posta de lado por algum tempo. Continuar lendo

10 DICAS OBVIAS SOBRE CAPTAÇÃO

captaçãoJá falei sobre captação mas vale falar de novo sobre o assunto, pois vejo que é um problema para as  pessoas que formatam projetos, acreditam no seu sonho mas não são proativos e abertos às novas possibilidades da captação de recursos. Muitos ainda estão “presos” nas leis. Por isso preparei mais estas 10 dicas para você pensar na captação de recursos do seu projeto:

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10 DICAS SOBRE PROJETOS

projetosEntão vamos começar com o básico: o quê são mesmo “projetos????

Bem, a A palavra PROJETO vem do latim proicere, que quer dizer “antes de uma ação”. Um projeto é algo que você pesquisa, planeja, desenha e escreve antes de realizar alguma ação. Assim ela será executada da melhor maneira possível. Ele surge da necessidade, oportunidade ou problema encontrado. Um projeto tem tempo e recursos definidos. E principalmente, deve ter o escopo (aquilo que se pretende atingir) muito bem definido.

Aqui apresento 10 dicas importantes que você precisa saber sobre projetos culturais e sociais: Continuar lendo

A GENEROSIDADE ESTÁ AUMENTANDO?

@4Há muito falo sobre a importância da cooperação. Me apaixonei pelo sistema cooperativista exatamente por isso. Mas será que a generosidade entre os pares está mesmo aumentando? Eu acho que sim. Talvez não por bondade somente ou porque as pessoas estão se santificando (risos), não. Mas acho que por inteligência as pessoas estão entendendo que é dando que se recebe, e perdoando que se é perdoado e é participando mais generosamente do mundo em que se vive que as chances de sucesso, de conquistas podem aumentar. Continuar lendo

GRANDES IDEIAS, POSSÍVEIS NEGÓCIOS

ideiasSempre gostei de comprar e ler revistas sobre negócios. Conheço quase todas e leio regularmente a maioria. E percebo o quanto a cada ano e a cada mês as matérias vêm abordando cada vez mais o tema da economia criativa, dos negócios criativos.

Na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios do mês de maio/2015 tem uma série de matérias que também fala da economia criativa. Na coluna “Grandes  Idéias” tem três casos que achei muito legal e compartilho com vocês: Continuar lendo

SUA VISÃO DE MUNDO É MEDÍOCRE?

IMG_8022-001Em primeiro lugar vou definir o que é “Medíocre” para que que não seja apedrejada: “Medíocre, levado ao significado mais próximo da raiz da palavra, significa mediano. Não é tido como um insulto, não designa o que está abaixo da média e, sim, aquilo que está exatamente na média, cujo resultado fica entre o bom e o mau; ou que fica entre o que é grande e o que é pequeno.” (fonte significadosbr.com.br)

Quando temos uma visão medíocre das coisas, do mundo, do nosso mercado de trabalho, temos uma visão mediana. Uma visão mediana é aquela que simplesmente colhe e acata discursos propagados aos quatro cantos sem uma crítica mais profunda ou avaliação dos fatos. Se quisermos resultados efetivos, em qualquer coisa, temos que fugir de olhares e opiniões medíocres. Temos que fugir das “verdades” impostas por certos grupos, pela mídia ou por pessoas com intenções obscuras que nem sempre sabemos. Temos sempre que olhar para todos os lados e de todos os ângulos. Temos que ser também, advogados do diabo.

Vamos falar por exemplo sobre das polêmicas da Lei Rouanet que é da nossa área. Uma das polêmicas foi a da Maria Bethânia. Ela aprovou R$ 1,3 milhão para criar blog “O Mundo Precisa de Poesia”. Vamos analisar os fatos: 1)- Maria Bethania teve a aprovação dos 1,3 milhão – para ser captados. Na época da polêmica não diziam isso, não diziam que era só uma aprovação e não uma captação. 2) – O projeto previa a publicação de 365 vídeos produzidos por Andrucha Waddington que é diretor e produtor de cinema e publicidade brasileiro. É um dos sócios da Conspiração Filmes que fez dezenas de filmes entre eles “Eu, Tu, Eles”.

O blog pretendia além de textos, intervenções etc postar diariamente, durante um ano, vídeos bem filmados, produzidos e editados que falassem sobre poesia. Agora vejam o orçamento: 1.300.000 – 100 mil de captação que é o teto = 1.200.000. Mas precisa de um captador? Sem um bom captador é difícil ir ao mercado e conseguir este montante. Então sim, o trabalho dos bons e honestos captadores é importante. É um trabalho demorado, difícil e que leva tempo até que se consiga convencer, mesmo com o benefício da lei, que haja um patrocínio.

Bem, dos 1.200.000 que ficam podemos dividir em 365 dias e chegaremos ao resultado de menos de R$ 3.300,00 por dia. Este dinheiro diário seria para pagar: coordenação do projeto, prestação de contas, contador, divulgação, manutenção do site, direitos autorais, eventuais funcionários, programação e hospedagem do site, cachês e a produção de um vídeo feito em grande qualidade por um importante cineasta e os vários impostos. Garanto que não é um grande valor porque nessa área infelizmente tudo é muito caro principalmente quando é uma grande produção e com pessoas importantes.

Mas aí, o Zeca Pagodinho que aprovou para seu DVD 4 milhões, Luan Santana 4 milhões, Claudia Leite 6 milhões, Ivete Sangalo 2 milhões etc. Por um ou pouco mais de 2 shows e gravações etc. Muitos que conseguiram captar. Aí ninguém falou nada, ou quase nada. Ou falam muito também quando o Pedro Lourenço conseguiu aprovação, mas não conseguiu captar a tempo, R$ 2,8 milhões para seu projeto de ir a Paris com sua moda .

Mas onde está a mediocridade em achar isso tudo um absurdo? Não, isso é mesmo um absurdo para um país como o Brasil. Um país com tantas dificuldades na cultura poderia dividir melhor esta verba. Então, tem muita coisa errada, a lei Rouanet tem muito o que mudar. Mas, o que tem que mudar? As mudanças propostas e que estão em votação não são boas? Se são boas como podemos articular para melhorar e apressar a votação? Se não são boas o que faremos? Vamos acabar com a lei? Quais os números reais de quem é beneficiado com a lei? Quem faz mal uso da lei? Quanto representam os números destes benefícios no orçamento geral da União? Qual o custo x benefícios ela gera, ou não gera? Etc. Só ao responder pontualmente e com fatos estas e outras tantas perguntas é que começaremos a saber se realmente ela é boa ou ruim e o que teremos que fazer.

A mediocridade está quando repetimos os discursos, como a tal Raquel Scherazade do SBT, onde simplesmente fala mal da lei, da antiga ministra Marta Suplicy, faz um discurso político e acaba com a moral de uma lei que muito além do que polemiza, patrocina inúmeros bons e importantes  projetos. A mediocridade está em fincar o pé em um discurso, certo ou errado, e bombardear quem não concorda com isso. A mediocridade está em não sair da nossa zona de conforto e tentar ver as variadas realidades. A mediocridade está quando queremos simplificar a lógica como na piada do português -ou italiano ou brasileiro –  e do japonês (eu conto essa piada no áudio gravado desse texto – veja no meu soundcloud).

O buraco é mais embaixo, a solução para tantos problemas que temos na vida, na carreira, no trabalho, na política, na vida em sociedade é outro. O problema real é que dá trabalho, tem que ler e pesquisar sobre o assunto, ser resiliente e tem que aceitar opiniões. Nada está certo. A lei Rouanet não está certa, tem muita coisa errada. As leis de incentivo não estão certas. Os políticos não estão certos.  A humanidade não está certa. Mas, há sempre o outro lado. Ao pensar assim, ao pensar de verdade e entender de verdade o problema poderemos chegar a soluções realmente efetivas. Não há almoço gratis. As soluções, muitas vezes simples, são trabalhosas. O mérito não é estar certo e convencer as pessoas, o mérito é ouvir as pessoas, olhar e entender a situação e aí mudar a nossa idéia com a certeza de que estamos evoluindo.

Precisamos sair da mediocridade ´para melhorar nosso trabalho, nossa vida, nosso sonhos. Os medíocres, por preguiça ou desconhecimento, simplesmente acatam, repetem e se contentam com o que diz e manda a maioria. Ter pensamentos e questionamentos variados nos faz sair do médio e nos leva para discursos e soluções mais inteligentes e efetivas. Quando tivermos no pensamento a certeza de que não temos certeza do que estamos afirmando, estaremos no caminho certo.

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PROJETOS, COMO APROVEITAR UM FALSO NEGATIVO

projetos falso negativosSabia que o Viagra foi um falso negativo? Pois bem, no final dos anos 80 a Pfizer trabalhou nos testes de um medicamento para tratar de angina. Tudo ia bem até que nos testes com humanos a droga não deu resultado. A maioria desiste de projetos assim que nos resultados ocorra fracasso. Mas, ao olhar diferente, ao estudar os efeitos colaterais, um novo medicamento, com um sucesso de público e bilheteria estreou, nasceu “o Viagra”.

Brincadeiras à parte, muitas vezes nos empenhamos e dedicamos a um projeto onde em algum momento, seja na elaboração, na avaliação de riscos, na execução ou na avaliação dos resultados, aparentemente, tudo dá errado. Temos então um resultado negativo.

Entretanto, em muitas vezes, se olharmos mais de perto,  ou de longe, ou os dois, poderemos enxergar oportunidades até então desconhecidas ou intencionadas.

Já em 2003 Henry Chesbrough, professor de gestão de tecnologia e inovação nos EUA, falava:

“A história da inovação está cheia de exemplos em que o melhor uso de um novo produto ou uma nova tecnologia é totalmente diferente do proposito inicial do projeto.”

Um projeto pode não servir ao seu objetivo, mas pode ser como uma luva para outro. Se você criou, pode disponibilizar o resultado no mercado, para parcerias ou licenciamento de ideias. Essas ideias ou resultados podem não te servir, mas podem ser um prato cheio para outro.

Quantos músicos criam músicas que nunca cantarão? Mas a criação bateu na porta e ela nasceu. Então há a possibilidade de disponibilizarem para outros artistas. Quantas ideias de festivais e atividades surgem durante a pesquisa para um simples show? Quantos resultados inesperados acontecem quando lançamos um evento que nem imaginávamos o resultado? Woodstock, o festival, foi um deles. Quantos eventos, sem intenção, são vistos por investidores como grandes ideias e “pivotam” totalmente seu rumo?

Por isso, é importante, antes de achar que seu projeto foi um fracasso ou tem que ser descartado, fazer uma avaliação. Avaliar e pesquisar junto aos “stakeholders” outras visões sobre o mesmo tema. O pensamento coletivo e a visão compartilhada podem dar soluções até então desconhecidas. Muitas vezes também, um projeto que não atendeu ao primeiro objetivo pode ser adequado a outro.

Por mais que haja pesquisa, estudo e práticas de controle na elaboração e gestão de projetos, o imprevisível e a resposta do meio pode atrapalhar o processo. Mas nem sempre o resultado é negativo. Pense nisso.

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