PROFISSIONAL DE PROJETOS E EVENTOS

O profissional de projetos e eventos está em alta. É uma função mais que uma profissão, a gerência de projetos e eventos é interpretada de diversas formas. E esta diversidade de conceitos sobre o profissional também é refletida nos diferentes perfis em atuação no mercado.

PROFISSIONAL

Profissional da área deve ter muitas habilidades técnicas. Estas muitas vezez são um senso comum em organizações como o Project Management Institute – PMI ou associações de classe de projetos e eventos. Mas não há um foco ou tampouco um único consenso sobre as habilidades comportamentais exatas. Continuar lendo

A INTELIGÊNCIA DA ÉTICA

CONCEITOS – FATOS DA FALTA DELA – OS BONS EXEMPLOS DE HOJE

Corrupção na política, problemas com educação, corrupção nas empresas, problemas com o meio ambiente, corrupção pra todo lado, falta de tudo para os mais necessitados. Estes e tantos outros problemas que diariamente, no mundo, é discutido como falta de ÉTICA tem ganhado espaço em todas as áreas, em toda classe social e todo momento.

ETICA

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O MENSALÃO DA CULTURA

A cultura está acima da diferença da condição social.” (Confuncio).

“Sabei que o segredo das artes é corrigir a natureza.” (Voltaire).

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Há muitos e muitos anos, num magestoso país chamado Brasil havia propina, corrupção, compra de opiniões, caixa 2 e muito mais. Antes de eu nascer até os dias de hoje. Claro que com tanta corrupção não haveria de ser diferente na cultura.

Nossa!!! Verdade?!?!? Claro que sim e claro que muitos já sabiam disso. Crimes como formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas acontece sim na cultura. Mas, infelizmente, com poucas possibilidades de provar ou de alguém realmente querer denunciar ou mesmo se interessar.

Tive meu primeiro contato com a corrupção quando fui secretária de Turismo em uma cidade de 13 mil habitantes no interior de Minas. Foi lá que vi que o “sorteio” de barracas para a festa da cidade era “maquiada” para que ganhassem apenas os amigos do partido. Foi lá que fui orientada pelo prefeito a recusar a doação de instrumentos musicais para uma banda da cidade por ser de outro partido. Foi lá que fiquei sabendo, “em segredo”, que “fulano” do financeiro da prefeitura maquiava também as licitações para ganhar aquele que lhe dava comissão das contratações de shows. Achei que isso só acontecia naquela cidade, naquele momento. Ó céus, ó vida…. ó santa ingenuidade.

Andei pesquisando junta às pessoas que conheço para saber a opinião de cada uma a respeito do “que é o mensalão”. Interessante é que a maioria, enxerga apenas como uma distribuição de dinheiro, do PT, para comprar votos. Ponto.

Porém o famoso “mensalão” é muito mais do que isso. Envolve diversos partidos, diversas empresas públicas e privadas, diversos empresários, a compra do PTB pelo PT e muito mais segundo as denúncias e processos. Os envolvidos somam mais de 100 pessoas e não somente a meia dúzia condenada. E o estopim foi a denúncia do Roberto Jefferson do PTB que canta muito mal a música do Lupicínio Rodrigues, Vingança. Opa, mas será que ao cantar no Programa do Jô essa música ele estava mandando uma “mensagem subliminar” para alguém?

Enfim, 18 de maio de 2004 diz-se que é o marco para o início dos escândalos e que eles estão restritos a essa época e ao PT. Porém, quem não se lembra em 2003 da cueca com dinheiro? Em 1995 da farra do PROER? Propinas nas privatizações da Vale e Telebrás? Compra de votos para a reeleição do FHC? O escândalo do Lalau? Jorgina de Freitas, fraudadora do INSS e que hoje tem um cargo público no Rio de Janeiro?

Com tanto escândalo e história os profissionais da cultura já estão se movimentando tem 02 filmes para serem produzidos: um filme da Tata Amaral sobre o “Porque José Dirceu virou o vilão do Brasil” já inclusive com autorização para capitação de mais de 1,5 milhões e o filme, ainda em estudo, que José de Abreu quer fazer sobre o Mensalão.

Onde há corrupção na área cultural?

– Podemos falar das contratações de shows, produtos culturais etc por prefeituras ou estado. Empresas vendem algo que custa X, cobra XX, e  o X a mais usa para repassar as “gorjetas” para quem intermediou o negócio. E claro tudo isso com dinheiro público.

– Existe também o tráfico de influência que acontece sempre em grande eventos, contratados pelo governo, para “representar” o Brasil etc, pagos com dinheiro público e que sempre vão os “amigos do rei”. Sem chamamento, sem concurso, sem dar oportunidades a outros tão bons quanto.

– Na Lei Rouanet, o mecenato, concede ao proponente de determinado projeto captar junto às empresas patrocínio para o projeto com o benefício da lei. A empresa dá ao projeto dinheiro como patrocínio, aparece na divulgação e depois faz o abatimento quando for pagar seus impostos, ou seja, usa dinheiro público e ainda se beneficia com divulgação.  Existe para essa “venda do patrocínio” a figura do captador de recursos, aquele que tem seus contatos com empresas e sabe vender. Ele tem o direito de receber uma comissão, dentro da lei, de até 10% do valor do projeto num teto máximo de 100 mil reais.

Apesar de simples assim e de ser claramente dinheiro público todos os dias tenho amigos, artistas e alunos dos cursos que ministro sobre o assunto me perguntando se é certo, se procede, pagar 20%, 30% do valor do projeto para o captador, que as vezes repassa parte para o funcionário da empresa que ajudou na liberação. Se é certo que eles “devolvam” para a empresa os 30%/40% a mais quando a lei não cobre os 100% de compensação. Se é certo fraudar notas fiscais a maior quando está “sobrando” dinheiro no projeto etc. Fiquei até sabendo que uma “colega” que ministra cursos sobre projetos e lei Rouanet que prega isso como inevitável.

Muita gente acha isso normal, ruim, mas, normal. Vamos quebrar o pensamento do “é assim mesmo” e partir para um posicionamento mais efetivo na cultura. Temos direito e precisamos de mais projetos e ações culturais e artísticas. Cada desvio desses, cada propina, é uma peça de teatro, um show que não acontece. Cada desvio de verba pública da cultura assim é mais um artista que não paga a sua luz, seu aluguel, seus compromissos.

Mas existe uma solução. A solução é a denúncia. Minha constante resposta e a sugestão para vocês como ação é: MINISTÉRIO PÚBLICO, POLÍCIA, CADEIA NELES. Denunciem toda e qualquer corrupção. E as denúncias no Ministério Público podem ser anônimas. Consiga o maior número de informações que puder como detalhes do projeto, da empresa, do captador, da pessoa que propôs isso. Parafraseando o Rei Roberto Carlos, essa corrupção é “ilegal, imoral e engorda” somente o bolso de alguns.

Acredito na cultura e acredito em vocês. Sei que se nos unirmos podemos mudar este panorama.

Somos profissionais da cultura, temos responsabilidade com tudo isso. Podemos com a nossa arte, com o fomento e resgate das culturas, com a valorização das ações culturais mudar o pensamento de um povo que precisa mais e mais apenas acreditar que pode. Nós podemos. Todos podem. Tenham esperança. Vamos plantar esta ideia. Vamos mudar esse país.

 

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO?

WIN_20160215_12_05_04_ProA resposta é NÃO. A ocasião revela o ladrão. Trabalho desde os meus 13 anos e sempre com pessoas. Tenho histórias e mais histórias, das mais lindas e engraçadas às mais sombrias e tristes, para contar. Com mais de 40 anos, 29 de trabalho, aprendi algumas coisas. Ninguém dá aquilo que não tem. As pessoas, nascendo com parte do que serão como seres humanos, vão aprendendo e ganhando conhecimento e experiências que as tornarão o que são.
Eu considero todas as pessoas boas. As vezes elas só estão no mal caminho, com o coração sujo e magoado, com medo, com traumas etc.

Quando dizemos que fulano não era o que pensávamos estamos mentindo.
Quando dizemos que nós, agora, mudamos de opinião, estamos mentindo. Quando achamos que a pessoa é um FDP e só, estamos mentindo.
Quando julgamos o comportamento alheio pelo nosso olhar, estamos mentindo.
Mentindo pra nós mesmos.
As pessoas tem seus imensos e inexplicáveis motivos ainda que não entendamos. De verdade já pensávamos mal ou duvidávamos ou já prevíamos este ou aquele comportamento. Já tínhamos como certeza de que a pessoa mais dia menos dia vai iria nos decepcionar. A única coisa que não fazíamos era encarar de frente a situação, olhar com a nossa verdade. Temos a mania de “empurrar com a barriga ou acreditar que os outros é que vão mudar ou que irão pensar e agir como nós.”

Mas, porque isso acontece se “Devemos nos comportar com o próximo do mesmo modo que gostaríamos que eles se comportassem conosco. – (Aristóteles)”?
A máxima do templo de Delfos “conheça-te a ti mesmo” pode ser um caminho, uma explicação.
Tanto a Bíblia quanto os grandes pensadores já diziam:
NINGUEM PODE DAR O QUE NÃO TEM – Lucas 6.45.
O homem é o que é o seu coração – Pv. 27.19
Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo- Buda
O pensamento é o ensaio da ação. – Sigmund Freud

Nessa linha podemos imaginar que se duvidamos, acusamos ou esperamos algo de bom ou ruim de alguém, em qualquer situação profissional ou pessoal, é porque nós faríamos o mesmo que estamos prevendo que ele faria ou porque temos alguma expectativa, experiência, trauma, mágoa, medo que nos impulsiona para ficar “de olho” para acontecer ou não acontecer de novo. Estas verdades estão dentro de nós e não dos outros. Ainda olhamos quase 100% o mundo dos outros com os nossos olhos.

Em qualquer situação estas são as explicações mais lógicas que encontrei até hoje. Se algo me incomoda, me decepciona ou me deixa mal é porque atingiu algum ponto nevrálgico, MEU. Se a pessoa alheia é que se incomoda ela que tem que resolver seus dramas e cabe a mim ajudar no possível e principalmente fortalecer minhas certezas, minha auto estima, meu foco.

Portanto, partindo do princípio de que todos somos bons; que nunca teremos a certeza do pensamento alheio; que não somos oniscientes, onipresentes e onipotentes e de que só temos o poder de mudar a nós mesmos, o que precisamos é nos conhecer. Avaliar cada situação diária que nos incomoda, descobrir a causa e enfrentar o problema corrigindo os pensamentos ou redirecionando. As respostas estão em nós mesmos. Nosso conhecimento de nós mesmos pode nos levar além e nos livrar de muitos dramas diários, das depressões, das desilusões.

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